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Foto de Paulo Gracindo

Paulo Gracindo

Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, mais conhecido como Paulo Gracindo foi um ator brasileiro. Paulo Gracindo se considerava alagoano, pois foi viver em Maceió ainda bebê. Sonhava ser ator, o pai era um obstáculo, e lhe dizia: No dia em que você subir a um palco, saio da plateia e te arranco de lá pela gola. Paulo Gracindo respeitou a proibição até a morte do pai. Aos vinte anos, mudou-se para o Rio, dormiu na rua e passou fome. Investiu num namoro com a filha de um português para entrar no grupo de teatro de maior prestígio da época, o Teatro Ginástico Português. Batizado Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo, no palco mudou o nome: "Uns me chamavam de Petrópolis, outros de Pelopes. A empregada me chamava de Envelope." Num dos primeiros trabalhos, a personagem de Gracindo ficava dois minutos no palco, o que levou um crítico a fazer o seguinte comentário: De onde veio esse rapaz que não faz nada e aparece tanto? Participou das maiores companhias teatrais dos anos 30 e 40. Fez sucesso na Rádio Nacional, apresentando o Programa Paulo Gracindo. Com a radionovela O Direito de Nascer, encantou no papel de Alberto Limonta; e no programa de rádio Balança mas Não Cai interpretou, com Brandão Filho, o quadro do Primo Pobre e Primo Rico. Na televisão fez personagens inesquecíveis, como o Tucão da telenovela Bandeira 2 (1971), o Coronel Ramiro Bastos em Gabriela (1975), o João Maciel de O Casarão (1976), o padre Hipólito de Roque Santeiro (1985) e o Primo Rico, no humorístico Balança mas Não Cai. Mas, o mais marcante foi o prefeito Odorico Paraguaçu, de O Bem Amado de Dias Gomes (1973; 1980-1984). Em 1990, atuou em Rainha da Sucata como o Betinho (Alberto Figueiroa), nas quais tinha um bordão que ficou muito conhecido, o famoso "coisas de Laurinha!". Fez poucos filmes, mas foi um dos atores preferidos da geração do Cinema Novo. Fez um papel em Terra em Transe, de Glauber Rocha. Achava a sétima arte complicada demais: É coisa de chinês, dizia.Em tom de despedida,seu último papel na televisão foi na minissérie "Agosto", no papel do maestro Emílio, fechando o ciclo de um dos grandes atores brasileiros. Morreu aos 84 anos, de câncer de próstata. Encontra-se sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro. É pai do também ator Gracindo Júnior, e avô dos atores Gabriel Gracindo, Pedro Gracindo e Daniela Duarte.

Foto de Hy Pyke

Hy Pyke

Elenco · Conhecido por Blade Runner: O Caçador de Andróides

Hy Pyke (2 de dezembro de 1935 - 26 de outubro de 2006) foi um ator americano. Pyke nasceu Monty Pike em Los Angeles, Califórnia, filho do vaudevillian David Pike e sua esposa Pauline. Pyke formou-se em teatro na UCLA nos anos 1960, aparecendo em vários filmes de estudantes, incluindo um para Ray Manzarek, tecladista do The Doors, chamado Induction (1965), que também contou com a participação do vocalista do The Doors Jim Morrison em um breve papel. Durante esse período, Pyke também foi associado a Del Close. Da UCLA, Pyke teve uma longa carreira interpretando personagens estranhos, muitas vezes cômicos, em filmes geralmente fora do comum, de baixo orçamento e independentes, com algumas breves aparições em filmes convencionais. Algumas de suas aparições mainstream, como uma pequena parte no filme de John Milius Dillinger (1973), acabaram cortadas do filme final. Embora muitos de seus filmes mais conhecidos sejam do gênero terror, Pyke atuou em tudo, desde blaxploitation a comédias musicais. Ele tinha um estilo de atuação exclusivamente maníaco, com uma tendência para a comédia exagerada e física, marcada por uma voz rouca e distinta. Na década de 1970, a aparência física de Pyke era igualmente distinta. Muito baixo, ligeiramente acima do peso, com um bigode e uma cabeça muito calva de cabelos negros desgrenhados, ele se parecia com o arquétipo do bandido mexicano dos faroestes B ou Sancho Pança (papel que desempenhou em As Aventuras Eróticas de Dom Quixote, 1976). Além de seu trabalho no cinema, Pyke atuou em teatro, revistas musicais, etc. Durante a década de 1970, Pyke fez uma série de atuações bizarras em filmes inusitados. Seu papel mais memorável foi como um motorista de ônibus assustador no filme de terror de 1975 Lemora: A Child's Tale Of The Supernatural. Outras aparições notáveis ​​de Pyke na década de 1970 foram em Dolemite (1975), The First Nudie Musical (1976) e Spawn Of The Slithis (1978). Pyke fez o papel de Bebe Rebozo em uma sátira inédita de Richard Nixon chamada The Way He Was.

Foto de Manfredo Colassanti

Manfredo Colassanti

Manfredo Colassanti foi um ator italiano radicado no Brasil. Manfredo Colassanti combateu nas duas grandes "Guerras Mundiais" e fugiu para o Brasil com a mulher, Elisa Dei Borro Colasanti e dois filhos, o ator Arduino Colassanti e a escritora e socióloga Marina Colasanti, logo após o fim da "Segunda Guerra Mundial". A tia de Manfredo, Gabriella Benzanzoni era casada com o empresário Henrique Lage, com quem Manfredo trabalhou durante alguns anos. A estreia no cinema foi por acaso, quando já estava com sessenta e seis anos, convidado por Nelson Pereira dos Santos para o filme "Fome de Amor" na fazenda que Nelson possuía em Angra dos Reis. Depois fez mais vinte filmes, entre eles “Azyllo Muito Louco”, “Como Era Gostoso o Meu Francês”, “Joana Francesa”, “Gordos e Magros”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Anchieta, José do Brasil”, “O Doce Esporte do Sexo”, “Álbum de Família”, “Fim de Festa”, “Se Segura Malandro”, “Inocência” e “Chico Rei”. Manfredo Colassanti participou de algumas novelas na TV Globo como "Supermanoela", “Sinal de Alerta”, "Ciranda de Pedra", "Paraíso" e “Guerra dos Sexos” e na TV Bandeirantes como "Os Imigrantes". Contudo, seu personagem mais famoso foi o velho (Baldaracci) em “Pai Herói”, na TV Globo, contracenando com Paulo Autran e Glória Menezes. Manfredo Colassanti morreu de um edema pulmonar enquanto dormia.